Venho aqui compartilhar uma news extra com coisas que curti muito em agosto. Eu sou uma ávida consumidora de filmes, séries, podcasts, lugares, livros, batons, marcas, etc., etc. Compartilho umas dicas perdidas aqui e ali e, recentemente, me vi gostando muito de ler curadorias aleatórias de pessoas que eu curto, então, pensei, por que não? Então, sem mais delongas, vamos lá:
1. O Convite, da Olivia Wilde
Assisti no cinema e acho que vale demais o hype. O convite é o tipo de filme que eu gosto, sem firulas, efeitos especiais, cenários e figurinos grandiosos ou histórias épicas (oi, Nolan!). É um filme que se passa todinho no mesmo lugar, numa mesma noite e se sustenta com bons diálogos (e bons atores dando vida a esses diálogos, claro).
E que fique claro, não contar com cenários ou figurinos grandiosos não significa que eles sejam ruins, muito pelo contrário! Ambos fazem parte da história do filme e ajuda a situar quem são os personagens, mas isso feito de uma maneira que você quase não percebe (a não ser que seja um cinéfilo mais atento).
Outro ponto alto pra mim é que o filme fala de dilemas cotidianos da vida adulta e é aquela coisa: que delícia se identificar com os personagens de um filme! Que gostoso ver as crises da meia-idade idade adulta serem representadas sem os clichês de sempre.
Acho especialmente difícil entregar um filme que você fica preso do começo ao fim, sem recorrer a efeitos pirotécnicos e um ritmo alucinante. Ainda mais nos dias de hoje. Mas assistir O convite, pra mim, foi como ler um bom livro, desses que você não quer largar.
Acho que me pegou também que os personagens do filme estão mais ou menos na mesma fase de vida que eu. Nada contra filmes que contam dilemas da juventude, mas, convenhamos, já não me identifico mais. E O convite, pra mim, é um desses filmes que me emocionam pela identificação.
2. Babado Forte, da Erika Palomino
Recentemente, eu li a segunda edição do livro Babado Forte, da Erika Palomino, que faz um panorama dos últimos 35 anos da noite. A primeira edição era coletânea-organização das colunas que a Erika escreveu para a Folha na década de 90, em que ela relatava suas vivências na noite underground paulistana. Nessa segunda edição, ela amplia o recorte temporal e geográfico.
Eu estou absolutamente obcecada pelo livro porque, embora eu tenha plena consciência de que fui uma jovem muito baladeira, foi só lendo o Babado Forte que eu tomei consciência de como a noite foi formativa na minha vida. Eu comecei a sair à noite muito cedo, com uns 15, 16 anos (ou seja, o ano era 2000), ainda no ABC, e a partir dos 18 anos comecei a frequentar as baladas underground em São Paulo.
Na época, acho que eu não tinha muita noção que eram baladas underground ou como aquele era um espaço criativo efervescente. Eu ia pela música. E pelas pessoas.
Mas lendo o livro eu percebi que essa cena paulistana era composta por uma galera (mais ou menos) diversa, os não encaixados, os criativos, os trendsetters. E eu me lembro bem de estar cercada de estilistas, stylists, designers, publicitários, jornalistas, artistas visuais, músicos… (Numa época em que eu era só estudante vislumbrando uma carreira e que essas carreiras pelo menos pareciam mais legais e menos sucateadas do que hoje.)
Foi na noite que eu descobri bandas novas, desenvolvi meu estilo, lapidei meus gostos, encontrei minha turma. Foi na noite que eu entendi quais eram meus valores, de que tipo de gente eu gostava, o que eu queria fazer da vida.
Mas, ainda que esse não seja ou tenha sido o seu rolê, vale demais a leitura pra pensar a relação entre moda, música e comunidade, no Brasil, ainda por cima!
3. Moletom da Hering
Foi uma compra despretensiosa e funcional. Eu tava há alguns invernos procurando um moletom básico preto sem sucesso. Juro! Às vezes, é difícil encontrar o básico perfeito.
No caso do moletom, eu queria uma modelagem bem quadrada, nem super oversized, mas também não justa, e como eu tenho quadrilzão, era fundamental que o moletom servisse confortavelmente no meu quadril.
O da Hering cumpriu todos esses requisitos e ainda tem uma gramatura ideal pro meu frio. Nem demais, nem de menos.
Como se não bastasse tudo isso, ainda paguei um preço justíssimo. 10/10
4. Linha Volume Imediato da Eudora Siàge
Eu sou cadelinha dos produtos da Bed Head pra dar volume e textura no meu cabelo, mas desde que parei de encontrar a linha Gimme Grip pra vender, eu tava orfã de shampoo/condicionador.
Foi Claudinha, minha cabeleireira perfeita, que me indicou essa linha da Eudora. Não dá a mesma textura que o da Bed Head, mas dá volume e deixa o cabelo muito, muito macio.
Pra minha sorte, custa 1/3 do que custava o Gimme Grip. Se você é do time cabelo liso-lambido, recomendo demais.
5. In Vogue: The 90s
É uma série documental em 6 episódios, disponível na Disney Plus, que, como o nome sugere, conta um pouco da história da moda nos anos 90 pela perspectiva da Vogue.
Muito já foi dito, escrito, documentado sobre essa década, mas eu não me canso porque é realmente uma década muito importante pra moda, a última pré-internet e uma década muito importante pra pensar a relação entre moda, música, celebridades. É também quando começa o legado de Anna Wintour.
É também uma época em que o underground vira mainstream e, vocês sabem, eu me interessei pela moda por causa da música underground, ou seja, me interessa demais pensar essa década.
E tá todo mundo lá: Anna Wintour, André Leon Talley, Grace Coddington, Sarah Jessica Parker, Nicole Kidman, Gwyneth Paltrow, Kate Moss, Naomi Campbell, Linda Evangelista, Tom Ford, Marc Jacobs, Stella McCartney, Alexander McQueen e John Galliano.
Fofoca fashion de altíssimo nível. (E se você faz parte da comunidade STYLEBREAKERS, vamos ter um encontro pra discutir a série e já deixo a pergunta no ar: será que a era Anna Wintour está chegando ao fim?)
Uma coisa que detestei: batom Colorstay Satin Ink da Revlon
Comprei esse batom no desespero, porque viajei com um batom que tava acabando sem perceber. Como personal stylist profissional há 10 anos, eu sei que compras feitas no desespero costumam dar errado, mas não estou imune a elas.
Esse batom tem uma cor bonita, sim. Mas minha nossa, como transfere! E borra! E sai com facilidade! Insisti no erro e usei ele pra sair no sábado e, quando me dei conta, parecia que eu tinha beijado alguém loucamente, só porque tomei água na garrafa. Não contente, passei a garrafa pra minha filha, que ficou com batom até na testa. O caos.
Pra piorar: ele é caro pro que entrega. Não comprem.
E aí, quais foram os melhores e piores de agosto pra vocês?







